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Você sabe quais são as vacinas para gatos que seu pet deve tomar no primeiro ano de vida e, depois, anualmente?

Para te ajudar a deixar seu bichinho de estimação imunizado, nós conversamos com a professorara do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Niterói, Ursula Raquel do C. F. da Silva. A profissional nos passou todos os detalhes e o que fazer para manter a carteirinha de vacinação do seu gatinho sempre em dia!

A professora já começa nos orientando que “quando a vacinação é iniciada às 6 ou 7 semanas de idade em cães e gatos, uma série de quatro vacinas deverá ser administrada com um intervalo de 4 semanas”.

Isso é necessário, pois “alguns animais podem apresentar níveis elevados de anticorpos maternos que acabam influenciando na resposta imunológica do animal. Animais residentes em áreas endêmicas podem também receber o esquema de 4 aplicações.”, explica a profissional da Anhanguera de Niterói.

Vacinas para gatos: quais são e quando seu animal deve tomar?

vacinas para gatos
Foto: Pexels

As vacinas para gatos mais recomendadas pelos veterinários são a V4 ou V5. Segundo a professora Ursula, “as vacinas indicadas para gatos são aquelas que conferem proteção contra infecções provocadas pelo vírus da rinotraqueíte felina, calicivírus felino, vírus da panleucopenia felina, vírus da raiva e Chlamydia psittaci. Ainda existem vacinas adicionais que não fazem parte dos pacotes polivalentes como a vacina contra a Leucemia felina”, explica a professora da Anhanguera de Niterói.

Entenda as vacinas para gatos:

V4, essa vacina protege o animal contra:

  1. Rinotraqueíte felina;
  2. Calicivirose felina;
  3. Panleucopenia felina;
  4. Clamidiose felina;

V5, essa vacina protege seu animal contra:

  1. Rinotraqueíte felina;
  2. Calicivirose felina;
  3. Panleucopenia felina;
  4. Clamidiose felina;
  5. Leucemia felina;

Esquema de vacinação para gatos

vacinas para gatos
Foto: Pexels

No primeiro ano de vida:

  • 60 dias (2 meses): primeira dose da vacina quadrupla ou quíntupla;
  • 90 dias (3 meses): segunda dose da vacina quadrupla ou quíntupla;
  • 120 dias (4 meses) quarta dose da vacina quadrupla ou quíntupla;
  • Anti-rábica: deve ser aplicada uma semana após a terceira dose da vacina quadrupla ou quíntupla. A aplicação se dá por via subcutânea.

Vacinas para gatos anuais:

Após esse primeiro ciclo de vacinação de filhotes de gatos, os animais devem receber um reforço anual da vacina quadrupla ou quíntupla e anti-rábica em doses únicas.

Quais cuidados os tutores devem ter com os animais após a vacinação?

vacinas para gatos
Foto: Pexels

A professora comenta que nenhuma vacina é totalmente isenta de provocar reações adversas no organismo do animal.

“Algumas vacinas podem conter elementos potencialmente alergênicos incluindo proteínas do ovo, albumina do sangue bovino, fibronectina do soro fetal de bezerros, etc. Apesar da maioria das vacinas não provocarem reações indesejáveis, o tutor deverá observar seu amiguinho de estimação sinalizando ao veterinário qualquer mudança desde coloração da pelagem até modificações comportamentais”, explica detalhadamente.

“O indicado no período pós vacinal é evitar mudanças no manejo do animal e não levar o animal para passeios na rua até completar todo o esquema vacinal”, recomenda a professora de Medicina Veterinária da Anhanguera de Niterói.

Vacina importada x vacina nacional: como escolher a melhor opção?

Foto: Free Images

Você já deve ter ouvido falar que existem vacinas importadas e nacionais, certo? A professora do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Niterói, Ursula Raquel do C. F. da Silva nos deu uma aula na explicação sobre essa diferenciação, confira!

“Existe um acordo comercial entre os médicos veterinários e os fabricantes e distribuidores de vacinas. As empresas possuem uma espécie de ‘política interna’ que categoriza alguns produtos como ‘profissionais’ e, por consequência, somente são comercializados para médicos veterinários. Assim, foram criados os termos vacinas nacionais (não profissionais) e vacinas importadas (profissionais). Os laboratórios veterinários não vendem seus produtos para locais onde não existe um médico veterinário responsável.”.

A professora ainda segue com a explicação que “as vacinas denominadas profissionais e não profissionais apresentam diferenças relacionadas à tecnologia empregada na fabricação, aos tipos de cepas utilizadas e ao local de fabricação”.

O conselho mais valioso que a profissional da Anhanguera de Niterói explica é destacar que uma vacina profissional ou não profissional, quando administrada em um animal sem a devida avaliação clínica do médico veterinário, não é garantia que o animal será imunizado.

“Toda imunização para atingir seu objetivo precisa ser antecedida de uma perfeita anamnese e exame clínico, que são responsabilidade do médico veterinário. Assim, a diferença não está na origem da vacina e, sim, em toda logística e principalmente na participação de um médico veterinário no procedimento de vacinação”.

Por isso nunca, jamais, recorra a vacinas sem indicação do Médico Veterinário, ok?

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Quer entender as atitudes simples que você pode ter na sua residência para tornar a casa segura para seu gato brincar e se divertir, sem sustos quando você acordar.

Confira o texto abaixo, repleto de dicas profissionais.

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Um abrigo em Boston, nos Estados Unidos, encontrou uma solução para acalmar os gatos abandonados e resgados.

A ONG Animal Rescue League criou coletes canguru chamados de “kitten Bjorn”. São coletes que os voluntários usam para acalmar os bichanos. Os gatinhos ficam dentro das bolsas do colete e, assim, se sentem mais acolhidos.

Esse gesto faz com que os gatos resgatados da rua fiquem mais calminhos e, em pouco tempo, estejam aptos para serem adotados.

Os coletes canguru têm janelas transparentes para que os gatinhos possam ver o mundo mesmo estando grudadinhos com os voluntários da ONG.

O de comunicação da ONG, Michael DeFina, disse ao site The Dodo que “a ideia era ter algo que permitisse que os gatinhos se socializassem, e que os voluntários pudessem, ainda ter as mãos livres, permitindo que equipe faça outras tarefas (atendendo telefones, conversando com clientes etc.)”.

abrigo em boston
Foto: Animal Rescue League Of Boston
abrigo em boston
Foto: Animal Rescue League Of Boston

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Que tal conferir dicas profissionais para você ficar atento em sua casa e deixar o espaço mais seguro para seu gato?

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abrigo em boston

Seu amiguinho acabou de chegar na sua casa. Esse filhote, por si só, já é muito curioso e, em um lugar novo, tudo será uma verdadeira atração para o gatinho. Tornar a casa segura para seu gato é essencial!

Os felinos possuem hábitos noturnos ou seja: quando você estiver dormindo tranquilamente é o horário que eles gostam de fazer as “artes” na sua casa.

Como prevenir é muito melhor do que remediar e, muitas vezes, objetos e itens na sua casa podem se transformar em armadilhas, conversamos com o professor Gabriel de Abreu Pfrimer, coordenador do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Anápolis, que nos passou uma série de dicas que, sem dúvidas, farão diferença no bem-estar do seu pet.

Assim, você vai entender as atitudes simples que você pode ter na sua residência para tornar a casa segura para seu gato brincar e se divertir, sem sustos quando você acordar.

“É importante lembrar daquele ditado popular de que ‘a curiosidade matou o gato’ na hora de preparar a sua casa para receber os bichanos”. Esse foi o primeiro conselho que recebemos do professor Pfrimer.

É natural que o felino queira explorar tudo e você deve realmente deixá-lo à vontade para realizar essa tarefa.

“Algumas medidas de segurança são essenciais para evitar fugas, brigas entre outros animais, quedas de locais altos, animais presos em motor do carro, máquina de lava roupa e até mesmo um episódio de intoxicação por plantas ornamentais. Situações comuns vivenciados nos ambulatórios veterinários com atendimento emergenciais de felinos”, explica o coordenador do curso de Medicina Veterinária.

1. Coloque telas nas janelas para deixar a casa segura para seu gato

casa segura para seu gato
Foto: Pixabay

Esse é o item inicial e essencial para a proteção. Existem ruas movimentadas perto de sua casa? Algum vizinho tem um cachorro? Você mora em um prédio? Tudo deve ser observado antes do animal chegar em casa e a tela ajuda nessa tarefa.

Com essa proteção nas janelas, seu gatinho ficará sempre dentro de casa e protegido. Ele não corre o risco de cair de uma janela alta ou de fugir para desbravar a vizinhança e voltar com algum machucado.

“Para quem mora em apartamento, o primeiro passo é providenciar tela de proteção em todas as janelas e sacadas, para garantir que o gato não tente pular para fugir. Tanto machos e fêmeas possuem o hábito instintivo de sair para a rua, principalmente no período da noite, já que são animais de hábitos noturnos”, explica o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Anápolis.

O professor Pfrimer explica que “o instinto reprodutivo, principalmente da gata que é muito forte”. Esse é mais um fator que influencia nas fugas dos bichanos. Nos períodos de cio, a gatinha vai fazer de tudo para arranjar uma maneira de ir para rua. E, nesse sentido, as telas de proteção ajudam bastante também.

“Se você não tem certeza de que o animal sabe voltar para casa e se não quer que ela tenha uma ninhada, é melhor ficar com a atenção redobrada. O ideal é providenciar a castração, fazendo com que o animal não tenha interesse em fugir de casa”, reforça Gabriel de Abreu Pfrimer.

Segundo a empresa Prevenir, o tipo de rede de proteção mais indicado para gatos é o modelo de malha com 5 cm de lado no losango da rede. A equipe ainda recomenda o uso de um repelente olfativo, que você passa na tela para evitar que o gatinho tente roer e furar a proteção. Esse repelente não é percebido pelo olfato humano, pode ficar tranquilo.

2. Plantas tóxicas que você deve evitar se tiver animais em casa

casa segura para seu gato
Foto: Pixabay

O coordenador do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Anápolis cita que cuidar para que os gatinhos não tenham intoxicações com plantas ornamentais nas casas é um item de segurança bem importante.

“Quanto mais coloridas e chamativas, maior a possibilidade de envenenamento. Apesar dos gatos serem mais sistemáticos e desconfiados que os cães, existe a possibilidade deles ingerirem plantas do quintal por curiosidade ou até mesmo na fase de crescimento dos dentes em que os animais jovens buscam se aventurar com alimentos de texturas diferentes”, esclarece o professor.

Gabriel de Abreu Pfrimer nos disse quais são as plantas mais perigosas para os animais domésticos:

  • Comigo Ninguém-Pode;
  • Copo de leite;
  • Avenca;
  • Antúrio;
  • Espirradeira;
  • Azaleia;
  • Espada de São Jorge;
  • Lírio;
  • Violeta.

O Médico Veterinário ainda explica que dependendo do estado de saúde do animal e quantidade ingerida de alguma dessas espécies de plantas, a situação pode ser fatal.

Porém, conforme o próprio professor bem explica, “não precisa radicalizar e deixar a casa sem plantas. Apenas retire os ornamentos do chão e dê preferência por pendurar em suportes na parede ou garanta que os gatos não terão acesso a elas em lugares baixos”.

Atenção com os produtos de limpeza também

Essa é uma missão difícil, mas que a partir do momento que você decidir ter um gatinho em casa será necessário ficar atenta. A ingestão desses produtos é prejudicial para a saúde do felino. Redobre o cuidado e deixe os produtos armazenados em armários fechados.

3. Cuidado com fios de eletrônicos

Foto: Koshsps

A maioria das pessoas possuem eletrônicos e eletrodomésticos em casa que tenham fios. Por isso, uma opção interessante é você tentar camuflar esses fios para que o gatinho não tente brincar com eles. Isso vai deixar a sua casa segura para seu gato.

Além da possibilidade de um choque, existe a chance de ao brincar com um cabo o animal derrubar um eletrônico pesado em cima dele. O coordenador orienta que “uma dica interessante é espalhar distrações apropriadas aos gatos pela casa, como arranhadores e brinquedos especializados vendidos em pet shops”.

Tudo isso ajuda o gatinho a perder o foco dos fios. Esteja em cima do animal e eduque-o para não se entreter com isso.

4. Cuidado com vidros

Bruna Rasmussen é dona de dois gatinhos e compartilhou uma dica bem importante conosco: ficar atenta com vidros espalhados pela casa.

Para chamar a atenção da tutora, os gatinhos da Bruna curtem derrubar copos da mesa. O problema é que, por ser de vidro, esses copos quebram, espalham cacos pelo cômodo e os pets podem se cortar e se machucar.

Por isso, nada de deixar copos espalhados pela casa, dando bobeira em cima de uma mesinha na sala ou até mesmo em cima da pia da cozinha.

5. Mantenha remédios armazenados corretamente e evite intoxicações

casa segura para seu gato
Foto: Pixabay

Intoxicações por remédios é um dos atendimentos comuns nas clínicas veterinárias. Já comentamos anteriormente e sempre vamos reforçar que os gatos são animais curiosos. Qualquer objeto diferente vai ser um motivo para eles investigarem.

Acondicione os seus medicamentos em caixas organizadoras e guarde-as dentro dos armários. Essa atitude vai deixar sua casa segura para seu gato.

6. Fique atenta com as cortinas de sua casa

https://www.youtube.com/watch?v=sK_6XglO7b0

“Devemos garantir que as cortinas não poderão servir de playground para os gatos. Garanta que eles não tenham acesso as cortinas e não se pendurem nesses objetos”. Essa foi mais uma dica do coordenador do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera.

Optar por persianas é uma saída, mas isso não significa que você não deva ter cortinas em sua casa. O mais importante é educar seu bichano. Ensine-o que a cortina não é brinquedo, ele vai aprender rapidinho se você o ensinar com amor e carinho.

7. Atenção com objetos pequenos

casa segura para seu gato
Foto: Pixabay

Tudo é motivo para chamar a atenção dos gatos. Tenha cuidado redobrado para não deixar objetos pequenos soltos pela casa. Anéis e brincos devem ficar escondidos dos felinos. Eles podem ingerir esses objetos e acaba se engasgando.

Se você tem um home office, não deixe clipes pela mesa. Também são objetos que os gatinhos podem se interessar e acabar ingerindo.

8. Não deixe sacolas espalhadas

casa segura para seu gato
Foto: Imgur

Esse é um item que geralmente fica bem organizado e guardado na casa das pessoas. Mas, se você quer tornar a casa segura para seu gato, deve evitar deixar sacolas plásticas soltas pela casa.

O animal pode xeretar a sacolinha e acabar ficando preso com ela na cabeça. Lembre-se sempre que os bichanos são curiosos. Se isso acontecer à noite, que você está dormindo, o animal pode ser asfixiado.

Guarde todas as sacolinhas plásticas em um local longe dos felinos.

9. Atenção ao fogão para deixar a casa segura para seu gato

casa segura para seu gato
Foto: TubGit

Assim como cuidamos para não deixar as crianças chegarem perto do fogão, devemos fazer o mesmo com os gatinhos. Eles podem se queimar, mexer em uma panela com água quente e se acidentar.

“O Theo tinha uma época que curtia ficar perto do fogão. Até que um dia me distraí e o danado queimou o bigode”, comentou Bruna Rasmussen. Todo cuidado é pouco com os felinos.

10. Lugares improváveis

casa segura para seu gato
Foto: Pixabay

O professor Gabriel afirma que “os gatos possuem a incrível capacidade de transformar os lugares mais improváveis da casa em uma confortável cama felina”. Dessa forma, é importantíssimo que você fique de olho nos locais mais inusitados de sua casa… Seu bichano pode se esconder por lá.

“Cadeiras, gavetas, interior de armários, interior da máquina de lavar, motor do carro e até pias podem ser utilizadas como lugar de descanso desses felinos inteligentes. Portanto, antes de utilizar qualquer eletrodoméstico, observe se não existe a possibilidade do gato estar no seu interior tirando uma soneca”, finaliza o professor.

Com essas dicas, você com certeza vai deixar sua casa segura para seu gato. Sabe mais alguma técnica boa? Tem mais algum conselho para compartilhar com os demais donos de gatos? Deixe nos comentários as suas dicas!